sábado, 23 de outubro de 2010

Fluxo Verbal

A luz acende, há um papel em branco sobre a mesa, a pena desliza traçando palavras sobre o papel, com as quais linhas e mais linhas são preenchidas, enchendo folhas e mais folhas, assim tornei-me personagem desta história, a minha história que mesmo ainda sem saber escrever, com a ajuda dos responsáveis pelo enredo fui traçando meus primeiros auto parágrafos.
Eis que em certo momento me deparei com o papel em branco a minha frente e a pena em minha mão, a partir de então dependeria de mim a concepção das páginas que seguiriam dali em diante e, conseqüentemente dos rumos que a história tomaria a partir de então. A idéia me pareceu fantástica de inicio, mas não demorou muito para que me desse conta de que assumira não só o controle da minha própria história, mas que também fazia parte das histórias de outras pessoas, e não apenas isso, em contraponto dependeriam de terceiros também os rumos que seriam tomados por minhas páginas futuras.
Então, linha após linha fui escrevendo meus dias, e dia após dia fui preenchendo capítulos dessa história, da saga de meus dias, com vitórias, derrotas, felicidades e infortúnios, vivendo linhas, folhando dias, na iminência do ponto final.

Junior Gros.

3 comentários:

Mari disse...

Bela metáfora!!
vou encarrega-lo de escrever meu epitafio!! nao eh pra ser uma ideia sombria, to falando serio!!(ver to live is to die) bjju!!

Anônimo disse...

Suas palavras encontraram eco nas profundezas do meu coraçao. Verdade saindo pelas letras. Desejo inspiraçao sempre!
Sombrinha Milene

Rafaele W disse...

Você sempre fazendo as pessoas viajarem pelo texto.
Parabéns!
=*